


BIOGRAFIA
Roça Nova é um projeto musical formado em 2020, no interior da Zona da Mata de Minas Gerais, com o objetivo de propor um som novo, feito pelo interior. A banda nasce da inquietação de combinar ritmos regionais e tradições da música mineira com influências contemporâneas, criando uma linguagem própria, o “caipigroove” — uma sonoridade única onde o rural e o urbano, a carroça e a nave, coexistem no mesmo compasso.
Idealizada por Pedro Tasca (voz e violão) e Marco Maia (guitarra), a Roça Nova se estrutura como um organismo coletivo que mistura música regional, rock rural, psicodelia, ritmos afrolatinos e música brasileira. Rabeca, viola caipira, guitarra, berrante, percussões, baixo, bateria e vozes se entrelaçam em arranjos que deslocam o imaginário do interior para além do estereótipo, afirmando um sertão tecnológico, sensível e em movimento.
A formação atual conta com Pedro Tasca (voz e violão), Marco Maia (guitarra), Hector Eiterer (baixo), João Manga (bateria e voz), Tiago Croce (viola caipira, rabeca e guitarra), Bernardo Leitão (percussão) e Thalles Oliveira (percussão). Desde o início, a banda constrói sua identidade de forma integrada com o diretor visual Artemutreta, que assina a direção estética e participa ativamente de processos criativos musicais, consolidando uma obra onde som e imagem caminham juntos.
Em 2021, a Roça Nova lança o álbum de estreia “Tramoia”, que ultrapassa a marca de 1 milhão de streams no Spotify e se torna finalista na categoria
“Melhor Álbum” no Prêmio da Música Capixaba. Em 2025, vem o segundo álbum “Corta Quebranto”, aprofundando a pesquisa sonora e poética do grupo. Em março de 2026, a banda lança “Minério de Fé”, seu primeiro álbum ao vivo, com registro audiovisual completo no YouTube.
A Roça Nova já circulou por diversos estados do Brasil e integrou a programação de festivais como João Rock, Festival da Mata e Penha Roots, além de ter presença confirmada em 2026 no Festival STL e no Festival da Lua Cheia. Um dos marcos da trajetória foi a abertura do palco principal do João Rock (2022), consolidando a banda como um dos nomes em ascensão da nova música brasileira.
Liricamente, o projeto aborda temas de resistência diante das crises culturais, políticas e ambientais. As canções nascem da observação do cotidiano, da escuta do território e dos estilhaços da revolução tecnológica, rompendo com a imagem de um interior limitado. A Roça Nova propõe um campo expandido, em mutação.
Visualmente, a banda trabalha com os eixos roça e futurismo, utilizando figurinos como galochas, chapéus, macacões e acessórios estilizados em upcycling. A comunicação se constrói em colagens de signos sincretizados, organizados como estruturas orgânicas. O chapéu e as botinas aparecem como personificação de um “ser”, um elo com o público, fazendo com que quem assiste também passe a integrar essa “carroça nave”.
Atualmente, a Roça Nova se prepara para o lançamento do álbum e da turnê “Minério de Fé”, enquanto compõe o próximo disco de estúdio. A banda segue afirmando sua identidade com a frase-manifesto: “Roça Nova é ser muito com pouco”.
Carroça nave, câmbio.
DE CORPO FECHADO NINGUÉM ME PEGA,
O BARCO VIROU VAMO TER QUE NADAR
E A CORRENTEZA QUE ME LEVA É QUE TROUXE PRA MIM O MEU PATUÁ
ABRA DE PÉ-DE-CABRA O BAÚ, ABACADABRA, ALMA LAVADA, BÚ
SOU LATINAMÉRICANHUAÇU, MINHA GUIA É O CRUZEIRO DO SUL.